Entramos no Mercado do Rio Azul e, logo à entrada, encontramos a banca da Ana Teresa.
É aqui que começa uma história com 21 anos — e que começou, ainda antes, com o seu avô, que também vendia no mercado.
Hoje, Ana Teresa mantém essa ligação familiar e dá continuidade às suas origens, entre frutas, legumes, frutos secos e ovos.
Percorrendo a banca, há produtos para todos os gostos. Entre os seus preferidos estão as cerejas e a laranja, mas, nesta altura do ano, deixa uma sugestão especial: uvas.
E o segredo para escolher um bom produto?
“A aparência”, defende a comerciante.
Continuamos a nossa viagem pelo mercado e percebemos que, para Ana Teresa, o Mercado do Rio Azul é muito mais do que um lugar de compra e venda.
É um espaço acolhedor, de proximidade, onde se conhecem pessoas e onde algumas relações duram há décadas. Há clientes que conhece desde o início e que continuam a passar pela sua banca.
É essa relação com quem compra, a qualidade dos produtos e o atendimento que fazem a diferença.
Ao longo destes 21 anos, também houve mudanças. Algumas sentidas de forma menos positiva: “O fecho do estacionamento foi prejudicial”, recorda.
Mas ficam sobretudo as memórias, as aprendizagens e as muitas histórias construídas ao longo do caminho.
Chegamos ao fim desta primeira paragem e fazemos a pergunta: se tivesse de descrever o Mercado do Rio Azul numa só palavra, qual seria?
Azul.
E para quem ainda não conhece?
“Para vir conhecer e experimentar.”
Mercado do Rio Azul Setúbal










